Morar nos EUA

Como faço para morar nos Estados Unidos?

Olá pessoal! Meu nome é William Machado, sou de São Paulo, sou engenheiro de software e moro nos Estados Unidos há 5 anos. No final dos anos 80, quando ainda era adolescente, preocupado com a situação econômica do Brasil, cuja inflação galopava para 80% ao mês, veio uma pergunta em minha mente que, acredito, muitos brasileiros em algum momento de suas vidas já tiveram a mesma: Como faço para morar nos Estados Unidos?


Pois é, esta pergunta é muito frequente entre nós, porém, poucas pessoas de fato sabem como proceder. Não vou tomar seu tempo dando exemplos de como eu ou outros brasileiros fizeram isso, pois são situações específicas. Sendo assim, a maneira mais fácil de explicar como você pode viver e trabalhar nos EUA é dar um resumo da lei de imigração. Depois de ver todas as possibilidades, você poderá decidir qual opção vai funcionar melhor para você. O processo de imigração dos Estados Unidos tem duas categorias principais: vistos de residência permanente (também chamados de "vistos de imigrantes" ou "green cards") e vistos de residência temporários (também chamados de "vistos de não imigrante").

1. Visto de Residente Permanente: Um visto de residente permanente, ou green card é normalmente o que as pessoas querem, porque permite a residência permanente nos EUA. Portando um green card geralmente pode-se viver em qualquer lugar dos EUA, e é possível trabalhar para qualquer estabelecimento sem restrição. Mas um green card cartão verde é difícil de se obter. Há quatro principais maneiras de se conseguir um green card:

- Green Cards patrocinados pela família;
- Green Cards baseados em tipo de emprego;
- Loteria do Green Card e
- Asilo político.

Para qualificar-se com Green Card patrocinado pela família, você deve ter um parente muito próximo que é um cidadão dos EUA ou residente permanente (titular do Green Card). Maridos e esposas de cidadãos norte-americanos, os pais de cidadãos americanos, e filhos menores de 21 anos de idade dos cidadãos norte-americanos (incluindo enteados) têm prioridade e podem qualificar-se para um Green Card de forma relativamente rápida.

Outros membros da família, como maridos e esposas de residentes permanentes, filhos de cidadãos americanos e residentes permanentes com idade superior a 21 anos e irmãos e irmãs de cidadãos dos EUA também podem qualificar-se para Green Card patrocinado pela família. Mas estes membros da família devem esperar pela disponibilidade do Green Card (há listas de espera), que pode levar de cinco a 15 anos! Green Cards baseados em emprego são muitas vezes a melhor possibilidade. Existem cinco tipos:

EB-1: para os estrangeiros com habilidades extraordinárias, professores e pesquisadores excelentes ou gestores de empresas multinacionais e executivos.

EB-2: para os estrangeiros com capacidade excepcional ou estrangeiros com graus avançados (obrigatório ter empregador / patrocinador)

EB-3: para os trabalhadores profissionais (com grau universitário), trabalhadores qualificados e trabalhadores não qualificados (obrigatório ter empregador / patrocinador).

EB-4: para os trabalhadores religiosos.

EB-5: para os estrangeiros que investirem US$ 1 milhão e criarem 10 novos postos de trabalho em tempo integral (em situações limitadas, um investimento de US$ 500.000 e a criação de 5 novos postos de trabalho é aceitável).

O tempo de processamento para o Green Card baseado em emprego varia amplamente. Uma candidatura do EB-1 ou do EB-5 pode ser aprovada em menos de um ano. No entanto, um aplicativo EB-3 pode demorar mais de 5 anos.

A loteria do Green Card é um programa do governo concebido para aumentar a imigração de países que não produzem um grande número de imigrantes para os EUA. Somente as pessoas nascidas em certos países estão qualificadas (por exemplo, as pessoas nascidas no Canadá, México, Inglaterra, Índia, China e Filipinas não podem participar). A cada ano, o governo seleciona entre 50 e 55 mil dentre os 100 mil ganhadores. Isso ocorre geralmente entre outubro e dezembro. Para mais informações, consulte o Programa de Diversidade de Vistos de Imigrantes do governo.

VISTO TEMPORÁRIO

Muitas pessoas preferem estar nos EUA antes ou durante a candidatura ao Green Card. Portanto, elas primeiro vão aos Estados Unidos com um visto temporário. Há cerca de 30 diferentes tipos de vistos  temporários. Os vistos temporários mais comuns são os seguintes:

B-1 / B-2: visto de visitante que permite permanecer nos EUA por até seis meses (não é permitido trabalhar).

E-2: permite a investidores de determinados países investir uma quantidade substancial de dinheiro e adquirir uma participação de controle em um negócio ativo dos EUA. O visto é emitido para até cinco anos e é renovável. O investidor pode trabalhar em seu próprio negócio. O cônjuge pode qualificar-se para um cartão de trabalho temporário irrestrito. Filhos com até 21 anos de idade podem acompanhar os pais e frequentar a escola, mas não podem trabalhar.

F-1:  visto de estudante, o qual permite aos estudantes estrangeiros frequentarem estabelecimentos de ensino dos EUA. O emprego é permitido em alguns casos  de forma limitada.

H-1B: visto para os trabalhadores em ocupações especiais, o qual permite o emprego de trabalhadores de nível profissional patrocinado por um empregador. O visto é emitido para até três anos e pode ser renovado por mais três anos (renovações adicionais são possíveis em alguns casos).

J-1: Visto para participantes em programas de intercâmbio, o qual permite aos estagiários de negócios irem aos EUA para aprender sobre uma ocupação ou profissão por até 18 meses.

K-1: Visto para um noivo (a) de um cidadão dos EUA.

K-3: visto para um cônjuge de um cidadão dos EUA.

L-1:  visto para gestores de multinacionais, executivos e empregados de conhecimento especializado que estão sendo transferidos para os EUA por uma empresa internacional.

O-1: visto para estrangeiros com  capacidade extraordinária à procura de emprego temporário. Este visto é emitido para até três anos e pode ser renovado em incrementos de um ano.

P-1: visto para grupos de entretenimento e atletas reconhecidos internacionalmente.

R-1: visto para trabalhadores religiosos que estão sendo transferidos para os EUA por uma igreja internacional relacionada.

TN: visto para determinados trabalhadores profissionais do México e do Canadá. Este visto é emitido por um ano e pode ser renovado em incrementos de um ano.

Ok, agora que você já entendeu os meios legais para morar e trabalhar nos Estados Unidos, gostaria de enfatizar a maior barreira de todas. Não, não é o tipo de visto que você possui. Não é quantidade de pessoas ou o tipo de qualificação que você possui. É a mesma que tive antes de ser admitido neste país: o idioma. Sim, é exatamente isso, o idioma. Porque se você não tiver um inglês decente, sua vida ficará extremamente limitada, quase ao nível de subsistência. Não vá na conversa de outros que dizem coisas do tipo: “Ah, mas há muitos brasileiros nos Estados Unidos, você não precisa falar inglês!”

Sim, é verdade, há muitos brasileiros, mas também há muitos chineses, hispânicos, italianos, haitianos, japoneses, árabes, indianos...ou seja, o fato de ter pessoas de mesma nacionalidade não constitui nenhum privilégio. Todos passam pelo mesmo crivo. Se você não demonstrar que pode se comunicar de uma maneira decente, dificilmente poderá progredir, seja qual for seu ramo de especialização. E eu sou a prova disso.

Como havia dito no início, sou engenheiro de software, mas o inglês tinha sempre sido o meu maior terror. Não conseguia levar uma conversação em inglês com maior profundidade, utilizava sentenças ou ideias curtas e pré-arranjadas. Sendo assim, a cada dia que passava, as oportunidades voavam para mais longe do meu alcance. Após inúmeras tentativas, e quase acreditando que era incompetente, que não tinha capacidade para falar, descobri que o maior problema não estava em mim, mas nas escolas e metodologias adotadas por elas. Há muitos cursos por aí que se dizem excelentes, mas não tem conhecimento daquilo que realmente o idioma inglês exige no seu dia dia, principalmente na área profissional.

O que a grande maioria dos cursos ensina é inglês para fazer compras simples ou para passear. Bom, meu objetivo não era fazer turismo, eu ambicionava muito mais. Por isso, fiz muitas buscas e continuei tentando, até que finalmente encontrei aquilo que precisava. Em menos de um ano já estava apto para me expressar tanto em português como em inglês, não importa o assunto abordado. Por quê? Porque o curso era 100% personalizado, e os professores eram da área especificada. Não eram pessoas que moraram por alguns meses nos Estados Unidos fazendo serviços do tipo atendimento em bares e restaurantes ou mesmo de trabalhos em casas de famílias americanas. O trabalho que fizeram é muito honrado, respeito muito, eu mesmo já fui auxiliar de cozinha, mas pense comigo: você acha que eles conhecem o mercado? Se conhecem, muito provavelmente não retornariam ao país de origem para ensinar este “survival English”.

Tome cuidado, pois todo dia você vê uma escola de inglês sendo aberta em cada quadra. Se você deseja de fato estudar e aprender o inglês que precisa, recomendo os cursos que eu fiz. Há dois. E o melhor de tudo é que eles são residentes dos EUA e atuam na área corporativa ou acadêmica, ou seja, não existe enrolação! Obrigado pela paciência e desejo muito sucesso a você nos seus objetivos!

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